Nesta sexta-feira (22), O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, afirmou em nota que o pedido de apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro é “inconcebível e, até certo ponto, inacreditável” e que poderá “ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”

A apreensão do celular do presidente foi um pedido encaminhado pelo ministro Celso de Mello à Procuradoria-Geral da República (PGR) junto com um pedido de depoimento do presidente.




Os pedidos constam em três notícias-crime recebidas pela Corte por partidos políticos. Eles pedem desdobramentos das investigações da denúncia do ex-ministro Sergio Moro, que acusa o presidente Jair Bolsonaro de querer interferir na Polícia Federal.

O procurador geral da República, Augusto Aras, agora precisa analisar os pedidos e se manifestar. De toda forma, a decisão final cabe à Celso de Mello.





Presidência da República Gabinete de Segurança Institucional
Nota à Nação Brasileira
Brasília, DF, 22 de maio de 2020.
O pedido de apreensão do celular do Presidente da República é inconcebível e, até certo ponto, inacreditável.

Caso se efetivasse, seria uma afronta à autoridade máxima do Poder Executivo e uma interferência inadmissível de outro Poder, na privacidade do Presidente da República e na segurança institucional do País.

O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República alerta as autoridades constituídas que tal atitude é uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes e poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional.

Augusto Heleno Ribeiro Pereira
Ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da
Presidência da República