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Depoimento revela falhas no controle de passageiros e bagagens no Aeroporto de Jundiaí

O Aeroporto de Jundiaí (SP) foi apontado como vulnerável no controle de passageiros e bagagens, conforme depoimento de uma empresária da aviação à Polícia Civil. A testemunha relatou que não há fiscalização rigorosa no embarque, permitindo que passageiros embarquem apenas com a conferência de documentos informados por eles mesmos. Além disso, as bagagens não passam por inspeção de raio-x antes do embarque.



A denúncia veio à tona no contexto da fuga de Emílio Carlos Gongorra, conhecido como “Cigarreira”, apontado pelo Ministério Público como mandante do assassinato de Vinícius Gritzbach, delator do PCC, morto em novembro de 2024 no Aeroporto de Guarulhos. Segundo a investigação, Gongorra utilizou uma aeronave do hangar da empresa da empresária para deixar Jundiaí um dia antes do crime. Ele teria passado pelo aeroporto 15 vezes no mesmo mês.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) declarou que o Aeroporto de Jundiaí, por operar voos não regulares e movimentar menos de 60 mil passageiros ao ano, é classificado como "AP-0", ficando isento de inspeções obrigatórias de bagagens e passageiros. A VOA São Paulo, administradora do aeroporto, reforçou que segue todas as regras da agência e coopera com órgãos de segurança por meio do seu Centro de Controle Operacional.

A concessionária também destacou que a segurança aeroportuária é responsabilidade da Polícia Federal, que acompanha as operações. No entanto, a corporação não respondeu aos questionamentos sobre o caso.

A fuga de Gongorra evidencia um ponto de fragilidade na fiscalização aeroportuária, levantando questionamentos sobre a necessidade de mudanças nas regras de controle em aeroportos de menor porte.